Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado (7), indica um cenário mais apertado para a eleição presidencial de 2026. No principal teste de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 43%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
O levantamento é o primeiro realizado pelo instituto após o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciar oficialmente o filho como pré-candidato ao Palácio do Planalto. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03715/2026.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados indicam livremente seus candidatos, Lula aparece com 25% das menções, uma leve oscilação em relação aos 24% do levantamento anterior. Flávio Bolsonaro surge com 12%, enquanto Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, é lembrado por 3% dos eleitores.
Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, no cenário considerado mais provável para o primeiro turno, Lula lidera com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 32%. Na sequência estão Ratinho Jr. (PSD), com 7%; Romeu Zema (Novo), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Aldo Rebelo (DC), com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, enquanto 3% afirmaram não saber em quem votar.
O estudo também revela altos índices de rejeição entre os principais nomes da disputa. Lula tem 46% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. Entre os candidatos menos conhecidos, Ratinho Jr. apresenta 19% de rejeição, mas 38% dos eleitores dizem não conhecê-lo.
O perfil do eleitorado também segue relativamente estável. Lula concentra maior apoio entre católicos, moradores do Nordeste e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Já Flávio Bolsonaro mantém uma base semelhante à do pai, com destaque entre evangélicos, onde chega a 48%, e eleitores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.
Segundo a análise do instituto, a redução da vantagem de Lula no segundo turno, que passou de 15 pontos em dezembro para três pontos agora, ocorre em um contexto de incertezas econômicas e repercussões de investigações recentes. Entre os fatores mencionados estão a percepção sobre o crescimento do PIB em 2025, casos envolvendo o Banco Master e o INSS, além de impactos de eventos internacionais, como o conflito no Oriente Médio.