Defesa diz que denúncia contra Hamilton Assis é política e sem provas

Por Redação 01/09/2025, às 18h39 - Atualizado às 22h52

O advogado do vereador Hamilton Assis (PSOL), Rodrigo Juazeiro afirmou que a representação apresentada contra o parlamentar “não consegue descrever nenhum ato infracional praticado”.

Segundo ele, o documento contém informações falsas e não demonstra qualquer participação de Hamilton na ocupação do plenário da Câmara de Salvador. Além de não ter provas que incriminem o vereador.

De acordo com a defesa, a invasão ocorreu por volta das 16h20, enquanto o vereador estava na Faculdade de Educação da UFBA, no Canela, participando da sessão de aprovação de seu mestrado, que começou às 16h30.

“Ele chegou aqui na Câmara só depois das 17h, quando a situação já estava completamente resolvida”, destacou o advogado.

Ainda assim, a representação sustenta que Hamilton teria incentivado, mesmo por omissão, a manifestação.

A acusação cita inclusive o suposto uso da expressão “uso indireto da força”, o que foi rebatido pela defesa.

“Particularmente nunca ouviu falar dessa expressão. A representação mentiu deliberadamente quando disse que o vereador falou sobre a existência de uma sessão secreta. Ele em nenhum momento colocou isso”, completou o advogado.

Para a defesa, a denúncia tem caráter estritamente político e carece de provas.

Rodrigo destacou que o próprio corregedor da Casa reconheceu lacunas no regimento e deve informar os próximos passos do processo.

“Nenhuma prova foi capaz de comprovar qualquer cometimento de ato infracional pelo vereador”, declarou.

O vereador Hamilton conversou com a equipe do TakTá e se mostrou tranquilo, “desde o primeiro momento eu tava me sentindo aliviado”, disse o vereador.

Hamilton completou que “sempre é algo muito angustiante, você estar sendo responsabilizado e atacado” e que fica pensando sobre o que poderia ser o motivo de cassação. “A gente fica imaginando o que é que poderia ser. E isso acaba virando um terror psicológico”, disse.

E concluiu questionando “a pergunta fica: quem seriam os interessados que estariam por trás disso?”.