O desembargador Benjamim Acácio de Moura e Costa, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), se manifestou a favor de Jorge Guaranho, ex-policial penal bolsonarista preso pelo assassinato do ex-tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, em julho de 2022. Na ocasião, Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, que tinha o tema do então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e disparou contra a vítima, que também estava armado e reagiu à agressão.
O desembargador justificou a concessão do habeas corpus para Guaranho, afirmando que a vítima, Marcelo Arruda, era uma “pessoa nefasta na sociedade” e que o ex-policial agiu em “legítima defesa”. Para o magistrado, a ação de Guaranho poderia ser vista como uma “limpeza social”, embora tenha reconhecido que isso aconteceu de forma errada e injusta.
“Este é um caso típico de trancamento penal. É uma situação de matar ou morrer, é sempre legítima defesa”, declarou o desembargador.
Apesar dessa manifestação, Benjamim Acácio de Moura e Costa foi voto vencido no julgamento sobre a suspensão do processo. Por isso, Guaranho continua preso no Complexo Médico Penal de Curitiba, aguardando o julgamento no júri popular, marcado para fevereiro de 2025.