Por Záfya Tomaz
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de restrições a Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da operação da Polícia Federal que investiga o possível uso irregular de emendas parlamentares na produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre as medidas estão a proibição de deixar o país sem autorização judicial, o recolhimento do passaporte e a restrição de contato com os demais investigados. Dino também proibiu a produtora Go Up, responsável pelo filme, de participar de licitações com o Poder Público.
A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Além de Frias, foram alvos a empresária Karina Gama, da Go Up, o ex-marido dela, Wemerson Marinho da Gama, e Raphael Augusto Azevedo, ex-chefe de gabinete do deputado.
A investigação mira o destino de R$ 2 milhões em emendas parlamentares indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina, em 2024. Os recursos foram pagos em 2025.
Segundo a Polícia Federal, há suspeita de que o dinheiro tenha sido direcionado a empresas subcontratadas de forma irregular e utilizado na produção do filme, sem comprovação efetiva de parte dos serviços prestados. A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Frias nega irregularidades e afirma que os recursos das emendas seguiram os procedimentos legais. A investigação ainda está em andamento e os alvos não foram condenados pelos crimes apurados.