Dois votos, duas vagas: entenda a disputa pelo Senado na Bahia

Por Redação 11/08/2026, às 15h25 - Atualizado às 15h05

Por Záfya Tomaz

As eleições de 2026 terão uma particularidade importante para os eleitores baianos: duas das três cadeiras da Bahia no Senado estarão em disputa. Por isso, cada eleitor terá direito a dois votos para o cargo, e os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.

A mudança acontece porque o Senado é formado por três representantes de cada estado, com mandatos de oito anos, e a renovação das cadeiras ocorre de forma alternada. Em 2026, será renovado um total de dois terços do Senado, o que corresponde a duas vagas por estado.

Mas, afinal, o que faz um senador? Diferentemente dos deputados, que representam a população na Câmara e atuam principalmente na elaboração e votação de leis, os senadores representam seus estados. Entre suas atribuições estão votar projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e medidas importantes para o país. Também cabe ao Senado, entre outras funções, analisar indicações para determinados cargos públicos e julgar autoridades em casos previstos pela Constituição.

Na prática, o eleitor baiano poderá escolher dois candidatos diferentes. Não é obrigatório votar em nomes do mesmo partido ou grupo político. Os dois mais votados ficam com as vagas. Caso o eleitor escolha apenas um nome, o segundo voto não é transferido para outro candidato.

Como está a disputa na Bahia

A corrida pelo Senado já reúne nomes conhecidos da política baiana. Entre os principais candidatos estão Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), além de outros nomes que disputam espaço na corrida pelas duas cadeiras.

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11) mostra Rui Costa e Jaques Wagner nas primeiras posições no cenário estimulado, com 25% e 20%, respectivamente. Angelo Coronel e João Roma aparecem logo depois, com 15% cada.

Quando a pergunta é separada entre os dois votos que o eleitor terá, os números mudam. Rui Costa aparece com 39% entre os que indicaram o primeiro voto, enquanto Wagner lidera no segundo, com 20%. O resultado mostra como a dinâmica de dois votos pode influenciar a disputa e abrir espaço para diferentes combinações entre os eleitores.

A eleição, portanto, não será apenas uma escolha entre candidatos individuais. Os partidos também terão de disputar a formação das chamadas “dobradinhas”, tentando convencer o eleitor a levar dois nomes para a urna.

O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 pessoas entre 6 e 10 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BA-00277/2026.

Na urna, a regra é simples: dois votos, duas vagas e os dois candidatos mais votados serão eleitos.