A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal provocou reação dentro do Partido dos Trabalhadores. Em nota pública, o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, classificou a decisão do Senado Federal como um “grave erro” e apontou riscos à estabilidade institucional do país.
No posicionamento, Edinho argumenta que houve politização de uma indicação que, segundo ele, deveria ser analisada prioritariamente sob critérios técnicos. “O Senado Federal, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, comete um grave erro, ao politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante”, afirmou.
O dirigente também destacou o caráter inédito da decisão, lembrando que não há registros recentes de rejeição a indicações presidenciais para a Suprema Corte. Para ele, o episódio representa um esvaziamento das atribuições do Executivo e pode gerar impactos no ambiente político e econômico.
“A postura do Senado gera instabilidade institucional. Em um momento de tensão mundial, o Brasil deveria dar exemplos de equilíbrio e estabilidade”, disse.
Edinho Silva ainda saiu em defesa de Messias, classificando-o como um nome qualificado para o cargo. “É um jurista sério, preparado e comprometido com o Brasil. Sua rejeição não diminui sua trajetória”, declarou.
Na avaliação do presidente do PT, o resultado da votação reflete uma disputa política mais ampla dentro do Congresso. Ele afirma que setores parlamentares estariam atuando para enfraquecer o Judiciário e tensionar a relação entre os poderes.