Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por faltas injustificadas

Por Redação 21/09/2026, às 12h00 - Atualizado às 11h45

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi oficializada nesta segunda-feira (21), por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Segundo o documento, a demissão ocorreu após o ex-parlamentar acumular mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas ao trabalho.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e, em julho deste ano, obteve o green card, documento que permite a residência permanente no país. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deveria ter retornado ao Brasil para reassumir suas funções na Polícia Federal após perder o mandato de deputado federal, em dezembro de 2025, também por excesso de faltas. No entanto, ele não se apresentou ao serviço.

O processo administrativo disciplinar foi instaurado pela Polícia Federal em fevereiro de 2026, após o ex-deputado não atender à determinação de retorno ao trabalho. Em julho, a corporação concluiu o procedimento e decidiu pela demissão, encaminhando o caso ao Ministério da Justiça para formalização. Durante a investigação, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro também determinou a devolução da carteira funcional e da arma de fogo de Eduardo Bolsonaro.

Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, como escrivão, e estava licenciado da função durante o exercício do mandato parlamentar. Desde que assumiu o cargo de deputado federal, ele não recebia salário da corporação. Com a publicação da Portaria de Pessoal nº 135, de 18 de setembro de 2026, o desligamento foi oficializado com fundamento na Lei nº 15.047/2024, que prevê a demissão por abandono de cargo quando o servidor falta injustificadamente por período superior a 30 dias consecutivos.