Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF e ação penal deve entrar em fase final

Por Redação 14/04/2026, às 22h00 - Atualizado às 18h57

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório agendado para a tarde desta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF). O ato era a última fase do processo em que o ex-deputado é réu por pressionar a Justiça. Como o interrogatório é um instrumento de autodefesa, a ausência é um direito, não gerando punição direta nem impedindo o prosseguimento do caso.

A acusação formulada pela Procuradoria Geral da República é que Eduardo Bolsonaro teria articulado, junto a autoridades dos Estados Unidos, estratégias para atrapalhar processos judiciais no Brasil. A investigação aponta que o ex-parlamentar buscou a imposição de sanções e tarifas ao país como forma beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, recentemente condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes declarou o interrogatório como prejudicado e abriu o prazo de cinco dias para que a PGR e a Defensoria Pública da União (DPU), que representa o réu, informem se possuem novas solicitações sobre o processo. Caso não existam, Moraes poderá abrir o prazo para as alegações finais, última etapa antes do julgamento definitivo.

Segundo a PGR a estratégia de coação envolvia também o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Ambos são acusados de utilizar conexões internacionais para ameaçar ministros do STF com obtenção de sanções estrangeiras. O processo segue sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Eduardo continua a cargo da DPU.