Por Maria Eduarda Moura, com informações de Záfya Tomaz
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a Bahia mantém as contas públicas sob controle e que, em um eventual segundo mandato, pretende continuar adotando medidas de controle dos gastos estaduais. A declaração foi dada à jornalista Záfya Tomaz, do portal Taktá, durante o programa Balanço Geral, da Record.
Questionado sobre a projeção de um déficit bilionário para 2026 e sobre o aumento dos investimentos, Jerônimo afirmou que a situação fiscal do estado é equilibrada e citou a capacidade de pagamento da Bahia.
“Sobre a saúde financeira do Estado, você pode ir no site do governo federal, no Ministério da Economia, e vai ver que a Bahia está entre os quatro ou cinco estados brasileiros com a capacidade de pagamento uma das melhores”, disse.
O governador acrescentou que não considera haver risco fiscal nas contas estaduais. “Então, nós temos a saúde financeira fiscal do Estado dentro de um controle. Então, não existe um risco, um excesso de déficit, porque nós sabemos fazer as contas”, afirmou.
Ao ser questionado sobre quais despesas poderiam ser reduzidas ou ampliadas para garantir o equilíbrio das contas, Jerônimo não citou áreas específicas que teriam cortes ou aumento de recursos. Ele afirmou, porém, que não pretende reduzir investimentos de forma que prejudique a população.
“Não há no meu plano de governo qualquer tipo de corte de recursos que sejam prejudiciais à população baiana, principalmente os mais pobres”, declarou.
Jerônimo também relacionou a situação financeira do estado à relação com o governo federal. Ao citar a gestão do ex-governador Rui Costa, afirmou que a Bahia não teria recebido, durante o governo Jair Bolsonaro, recursos federais para determinadas áreas da saúde e educação.
“Nós tivemos a relação muito próxima do governo federal. Quando o Rui governou a Bahia, o Rui não teve repasse do governo Bolsonaro para a saúde, para a educação, não teve repasse”, disse.
Na sequência, o governador mencionou a construção de policlínicas durante a gestão anterior e afirmou que os recursos para o funcionamento dessas unidades passaram a ser recebidos posteriormente.
“O Rui fez 26 policlínicas, eles não repassaram por um centavo para o funcionamento de tantas policlínicas quanto os hospitais. O Lula chegou e nós passamos a receber esses recursos”, afirmou.
Jerônimo defendeu ainda a continuidade da parceria entre Bahia e União e associou a medida à sua defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É preciso que essa relação com o governo federal continue. Por isso que eu tenho dito a importância da reeleição do presidente Lula, para que possa ajudar os municípios, para que possa ajudar os estados”, declarou.
Sobre a condução das despesas estaduais, o governador encerrou afirmando que pretende manter o controle fiscal sem especificar, durante a entrevista, quais áreas poderiam receber cortes ou reforços de recursos.
“Nós continuaremos fazendo com rigor fiscal o controle dos gastos do governo do Estado”, concluiu.
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