Por Záfya Tomaz
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, informou que mantém sob sua custódia apenas seis armas do ex-presidente Jair Bolsonaro, contrariando a informação apresentada inicialmente pela defesa ao Supremo Tribunal Federal, que apontava a existência de oito armamentos no local.
Após o posicionamento do Exército, os advogados de Bolsonaro revisaram as informações e explicaram o paradeiro das duas armas restantes. Segundo a defesa, uma delas é a pistola apreendida durante uma blitz realizada em junho deste ano. A outra é uma espingarda que permanece em uma empresa importadora, no Rio Grande do Sul. O armamento teria sido um presente destinado ao ex-presidente, mas nunca chegou a ser retirado por ele.
A discussão ocorre após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou o recolhimento de todas as armas vinculadas a Bolsonaro para posterior envio à Polícia Federal. A medida faz parte das condições impostas para a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.
Além de ordenar a entrega dos armamentos, Moraes também revogou o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) de Bolsonaro. Com os esclarecimentos apresentados pela defesa, caberá agora à Polícia Federal e ao STF verificar a localização de todas as armas relacionadas ao ex-presidente e cumprir integralmente a decisão judicial.