Favorito no Nordeste, Lula enfrenta desafios em simulações de 2º turno, aponta pesquisa 

Por Redação 06/05/2026, às 18h00 - Atualizado às 17h37

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (6) mostra como se comportariam disputas de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e possíveis adversários em dez estados brasileiros. O levantamento testou cenários contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

No cenário contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece em desvantagem em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O senador lidera no Rio Grande do Sul (57% a 31%) e no Paraná (50% a 30%), além de vencer em Goiás (47% a 34%), São Paulo (47% a 35%) e Rio de Janeiro (45% a 32%). Em Minas Gerais, há empate técnico, com 39% para Lula e 36% para Flávio, enquanto no Pará o presidente lidera com 43% contra 36%.

No Nordeste, Lula mantém vantagem expressiva sobre o senador. O petista aparece com 56% no Ceará, 57% em Pernambuco e 55% na Bahia, contra percentuais que variam entre 22% e 28% para Flávio Bolsonaro.

Em um segundo cenário, contra Romeu Zema, o quadro é mais equilibrado. Há empate técnico em Minas Gerais (38% a 37%), São Paulo (36% a 35%) e Goiás (35% a 33%). Zema lidera no Paraná (32% a 29%), enquanto no Rio Grande do Sul há igualdade, com 30% para cada. Lula, por outro lado, abre vantagem no Pará (42% a 24%) e no Rio de Janeiro (32% a 23%), além de manter ampla liderança no Nordeste, com destaque para Pernambuco (60% a 13%), Ceará (58% a 17%) e Bahia (56% a 13%).

Já no cenário contra Ronaldo Caiado, o ex-governador vence em Goiás, com 51% contra 26% de Lula. Em São Paulo, há empate técnico (35% a 34%), e Caiado aparece à frente no Paraná (32% a 29%). Lula lidera no Rio Grande do Sul (32% a 29%), em Minas Gerais (38% a 26%), no Pará (43% a 25%) e no Rio de Janeiro (32% a 22%). No Nordeste, o presidente mantém vantagem ampla, com 56% em Pernambuco, 57% no Ceará e 56% na Bahia.

A pesquisa ouviu 11.646 eleitores entre os dias 21 e 28 de abril, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais em cada estado, com exceção de São Paulo, onde é de dois pontos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob números específicos em cada estado.