A Justiça Eleitoral começou a barrar candidatos que tentam utilizar o sobrenome “Bolsonaro” no nome de urna sem possuir parentesco com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Decisões recentes no Rio de Janeiro e em Mato Grosso determinaram a alteração dos nomes registrados para a votação.
A medida atende a pedidos do Ministério Público Eleitoral, que argumenta que o uso do sobrenome pode induzir o eleitor a acreditar em um vínculo familiar inexistente, além de gerar confusão sobre a identidade do candidato e provocar desequilíbrio na disputa.
No Rio de Janeiro, um candidato do PL que havia registrado o nome de urna como “Renato Araújo do Bolsonaro” foi intimado a apresentar uma nova opção. Em Mato Grosso, uma candidata também foi obrigada a alterar o nome após a Justiça considerar que não havia comprovação de que ela fosse conhecida pela referência antes das eleições deste ano.
O levantamento que motivou a ofensiva identificou dezenas de candidatos utilizando referências a “Bolsonaro” ou “Lula” nos nomes de urna. Os primeiros julgamentos de 2026 reforçam o entendimento de que a associação com líderes políticos, quando não corresponde ao nome ou a um vínculo familiar comprovado, pode ser restringida pela Justiça Eleitoral.