O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promover uma tentativa de interferência política nas eleições ao autorizar uma operação da Polícia Federal relacionada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A ação teve como alvo o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.
“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo do dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou Flávio durante agenda de campanha em Roraima. Segundo ele, a operação teria motivação política e estaria relacionada ao crescimento de sua candidatura nas pesquisas.
A operação investiga suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas à produção do filme. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama. A PF apura possíveis crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Flávio não é alvo da operação desta quinta-feira (10). Ele, porém, é investigado em outro processo, sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro relacionados ao financiamento de Dark Horse.
O senador também acusou o presidente Lula de tentar levar a eleição “no tapetão” e afirmou que pretende intensificar os ataques à oposição durante a campanha.