Flávio Bolsonaro volta a negar irregularidades e divulga nota após vazamento de conversas

Por Redação 14/05/2026, às 21h05 - Atualizado às 21h08

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (14), através de sua assessoria de imprensa, em resposta ao vazamento de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. No posicionamento, o parlamentar nega irregularidades e afirma que sua atuação se limitou à busca de recursos privados para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a nota, o projeto audiovisual foi estruturado como uma iniciativa privada, sem utilização de recursos públicos. “Minha participação no projeto do filme […] limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público”, afirmou.

O senador também disse que a relação com Vorcaro ocorreu exclusivamente no contexto da captação de patrocínio para o filme. De acordo com ele, o investimento previa retorno financeiro atrelado ao desempenho comercial da obra, sem qualquer tipo de favorecimento político.

Flávio Bolsonaro ainda contestou informações sobre o destino dos recursos e negou que valores tenham sido direcionados ao deputado federal Eduardo Bolsonaro. Segundo o parlamentar, os aportes foram destinados a um fundo específico ligado à produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

Na nota, o senador destaca que o contato com o banqueiro ocorreu em 2024, período anterior às acusações que hoje recaem sobre Vorcaro. “À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos e iniciativas empresariais”, disse.

O parlamentar afirmou ainda que rompeu a relação após o não cumprimento dos aportes previstos e a divulgação das investigações. “Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados”, declarou.

Flávio Bolsonaro também criticou o que classificou como tentativa de politização do caso e negou qualquer vínculo com irregularidades. “Não houve doação, favor, empréstimo pessoal ou vantagem política”, afirmou.

Ao final, o senador defendeu a apuração dos fatos e voltou a pedir a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso. “Defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Exigimos a CPI do Master já”, concluiu.