Haddad prevê alívio nos preços dos alimentos com queda do dólar e safra recorde

Por Redação 05/02/2025, às 02h13 - Atualizado 04/02/2025 às 23h14

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (4) que a pressão inflacionária sobre os alimentos deve diminuir nos próximos meses, impulsionada pela queda do dólar e pela previsão de uma safra recorde em 2025.

“O dólar estava a R$ 6,10, está a R$ 5,80. Isso já ajuda muito”, destacou Haddad ao comentar a mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou um cenário de risco para os preços dos alimentos no médio prazo.

Segundo o ministro, os relatos do setor agropecuário indicam uma produção robusta para este ano, o que contribuirá para conter a inflação dos alimentos.

A ata do Copom ressaltou que os preços dos alimentos subiram significativamente devido a fatores como estiagem em 2023 e o ciclo do boi, que elevou os preços das carnes. No entanto, Haddad acredita que a tendência agora é de acomodação.

“O câmbio e a inflação se acomodam em outro patamar, e isso certamente vai favorecer”, afirmou.

Além disso, o governo e o Congresso estão promovendo um esforço para reduzir R$ 30 bilhões no Orçamento, com o objetivo de amenizar pressões fiscais sobre a política monetária.

Meta de inflação

O Banco Central estima que a inflação acumulada em 12 meses deve permanecer acima da meta até junho, o que pode configurar descumprimento do objetivo estipulado pelo regime de metas contínuas.

Atualmente, a meta de inflação do Banco Central é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice ultrapasse esse limite por seis meses consecutivos, há descumprimento da meta.

Para Haddad, o novo modelo contínuo permite uma melhor acomodação da política monetária e facilita o planejamento econômico do país.

A expectativa do governo é que, com a estabilização do câmbio e o crescimento da produção agrícola, os impactos inflacionários diminuam no segundo semestre, trazendo mais previsibilidade para o mercado.