Por Záfya Tomaz
O Dia do Trabalhador foi marcado por um raro ponto de convergência entre o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito ACM Neto. Em vídeos publicados nas redes sociais, ambos defenderam o fim da escala 6×1, tema que ganha força no debate nacional e pode se consolidar como uma das principais bandeiras no cenário político.
Jerônimo (PT) destacou a medida como uma pauta coletiva. “O fim da escala 6 por 1, sem redução de salários e sem desemprego, vai garantir mais qualidade de vida e respeito às mulheres e homens que movem a Bahia e o Brasil todos os dias”, afirmou. O governador também vinculou o tema aos resultados econômicos recentes, citando a geração de empregos. “Desde o início de 2023, já são quase 300 mil postos de trabalho com carteira assinada criados no nosso estado”, disse.
Já ACM Neto (União) também manifestou apoio à proposta, mas com ressalvas voltadas ao impacto econômico. “Eu reitero o meu apoio firme a esta medida, que vai melhorar a qualidade de vida de milhões de famílias trabalhadoras”, afirmou. Em seguida, ponderou: “é preciso que o Congresso encontre um formato que reduza horas trabalhadas, mas que também reduza impostos para compensar os custos de quem emprega”.
Além da defesa do fim da escala 6×1, os dois discursos trouxeram outros pontos em comum, como a valorização do trabalhador, a necessidade de geração de oportunidades e o papel do emprego no crescimento econômico. Jerônimo enfatizou investimentos públicos e inclusão produtiva, enquanto ACM Neto destacou a importância de equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade para empresas.
As publicações evidenciam também o papel cada vez mais estratégico das redes sociais na comunicação política. Ao falar diretamente com o público, lideranças conseguem pautar temas, testar discursos e ampliar alcance sem intermediação, um movimento que tende a se intensificar com a aproximação das eleições de 2026.
A coincidência de posicionamentos sobre a escala 6×1 levanta a possibilidade de que o tema ultrapasse o debate institucional e se torne um eixo central de campanha, especialmente por seu apelo direto junto à população trabalhadora. Ao mesmo tempo, as diferenças na forma de abordagem indicam que, embora haja convergência na pauta, os caminhos propostos ainda devem alimentar o debate nos próximos meses.