Jerônimo cobra hospital municipal em Feira e diz que falta da unidade agrava a regulação

Por Redação 29/07/2026, às 12h57 - Atualizado às 12h58

Por Záfya Tomaz

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a defender a construção de um hospital municipal em Feira de Santana e afirmou que a ausência da unidade sobrecarrega o Hospital Geral Clériston Andrade e contribui para os problemas de regulação no estado.

Segundo o governador, a segunda maior cidade da Bahia, com cerca de 700 mil habitantes, não possui um hospital administrado pelo município, o que faz com que pacientes com casos de baixa complexidade sejam encaminhados para uma unidade estadual. “Feira de Santana precisa de um hospital municipal. É a maior cidade do interior da Bahia. Setecentas mil pessoas não têm um hospital municipal”, afirmou.

Jerônimo disse ainda que já colocou o Governo do Estado à disposição para colaborar com a Prefeitura de Feira de Santana na implantação da unidade. “Eu ofereci apoio ao prefeito. Continua de pé. Tem terreno do Estado? Eu posso oferecer. Quanto custa o hospital? Quero colocar um percentual para ajudar. Feira tem que ter um hospital”, declarou.

Durante a entrevista, o governador rebateu críticas sobre a regulação e argumentou que a falta de hospitais municipais acaba pressionando a rede estadual.

Segundo ele, pacientes com problemas simples, como fraturas ou lesões de menor gravidade, acabam sendo encaminhados ao Hospital Clériston Andrade, que deveria estar concentrado em atendimentos de maior complexidade. “O Clériston não é lugar de tratar dedo deslocado. É lugar de fazer parto, cuidar de tratamento de câncer e de problemas do coração”, disse.

Jerônimo também criticou adversários políticos por, segundo ele, concentrarem o debate apenas na regulação sem discutir a ampliação da rede municipal de saúde. O governador afirmou ainda que sua gestão criou mais de 6 mil leitos hospitalares nos últimos três anos e meio.

As declarações foram dadas nesta terça-feira (28), durante entrevista à Rádio Sociedade.