Por Maria Eduarda Moura
Durante a assinatura da ordem de serviço para a construção da Policlínica Regional Tipo II de Salvador, realizada nesta segunda-feira (29), o deputado federal Léo Prates (Republicanos) afirmou que o principal desafio para a ampliação da rede pública de saúde é garantir recursos para a manutenção dos serviços após a entrega das unidades.
Ao comentar o financiamento da saúde pública, o parlamentar ressaltou que os investimentos em obras representam apenas uma parte do custo total dos equipamentos. “O custeio da saúde é a maior dificuldade que a gente tem. Você abre um hospital, por exemplo, foi R$ 120 milhões a construção. No ano em que eu era secretário, eram R$ 120 milhões por ano para manter”, afirmou.
Segundo Prates, Salvador já aplica percentuais elevados do orçamento municipal na área da saúde, mas ainda enfrenta dificuldades para assegurar o custeio da rede. “A maior dificuldade é justamente o custeio em saúde. A gente está tentando discutir isso, o subfinanciamento da saúde, mas é um desafio grande também, porque nós vivemos num país pobre, num estado pobre, numa cidade pobre, e é uma dificuldade grande”, declarou.
O deputado também voltou a defender que a Prefeitura de Salvador demonstrou interesse em assumir a gestão das policlínicas estaduais instaladas na capital, desde que fossem respeitadas as regras de financiamento. De acordo com ele, o município chegou a se comprometer a arcar sozinho com os 60% da contrapartida municipal prevista no modelo de custeio, proposta que, segundo afirmou, não foi aceita pelo Governo da Bahia.
A nova Policlínica Regional Tipo II será construída na Avenida 29 de Março e integra os investimentos do Governo Federal na ampliação da rede pública de saúde. A unidade deverá oferecer atendimento especializado, exames e procedimentos ambulatoriais para a população de Salvador e municípios da região metropolitana.