Líderes mundiais repudiam ações do EUA

Por Redação 08/01/2026, às 17h30 - Atualizado às 18h28

Recentes declarações de líderes da França, Rússia, México e Alemanha destacam o crescimento das críticas e da prudência em relação à política externa dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump, em meio a um aumento das tensões geopolíticas.

Emmanuel Macron, presidente da França, declarou nesta quinta-feira (8) durante seu discurso anual aos embaixadores franceses no exterior que os Estados Unidos têm ignorado as normas internacionais e se distanciado gradualmente de seus aliados. De acordo com o líder francês, as instituições multilaterais estão funcionando de maneira cada vez menos eficiente em um contexto global que ele descreveu como de “agressividade neocolonial”, alertando sobre um “novo colonialismo e imperialismo”.

O governo russo acusou Washington de incitar “tensões políticas e militares” após a captura do petroleiro russo Marinera no Oceano Atlântico Norte, durante uma operação militar dos Estados Unidos. Moscou declarou que o incidente, que aconteceu na quarta-feira (7), pode piorar ainda mais as relações entre os Estados Unidos e a Rússia.

Em pronunciamento público, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que seu governo não procura conflito com os Estados Unidos. Ela destacou a importância de manter um bom relacionamento com a administração Trump, porém enfatizou que a colaboração acontece sem comprometer a defesa da soberania e do território mexicano.

Na Alemanha, o presidente Frank-Walter Steinmeier criticou severamente a política externa dos EUA durante um simpósio na noite de quarta-feira (7). Em um discurso considerado atípico para uma posição predominantemente cerimonial, ele chamou a atenção para o perigo de um colapso da ordem mundial e declarou que a democracia global está sendo ameaçada como nunca antes.

“Em seguida, há a quebra de valores por nosso principal parceiro, os EUA, que contribuíram para a construção dessa ordem mundial”, afirmou Steinmeier.

O presidente alemão mencionou eventos recentes, como a destituição de Nicolás Maduro na Venezuela e as tensões relacionadas à Groenlândia, além de apoiar uma intervenção internacional proativa e citar países como Brasil e Índia como fundamentais para a preservação da ordem global.