O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. A manifestação ocorreu enquanto o petista criticava a ideia de que pessoas de baixa renda não valorizam serviços de qualidade. “Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse, ao fazer o gesto. Na sequência, afirmou que a população mais pobre também tem direito ao que há de melhor.
Durante o evento, Lula destacou a importância de ampliar o acesso a tratamentos odontológicos e afirmou que uma das situações que mais o incomodam é encontrar jovens de 20 ou 30 anos sem dentes. Segundo o presidente, a perda precoce da dentição está diretamente ligada à pobreza, à falta de acesso à água de qualidade e às dificuldades enfrentadas por muitas famílias para adquirir itens básicos de higiene.
O presidente também relembrou uma época em que políticos distribuíam dentaduras em eventos públicos, prática que classificou como símbolo da precariedade enfrentada pela população de baixa renda. Ao defender o programa Brasil Sorridente, Lula afirmou que o objetivo do governo é oferecer tratamentos odontológicos modernos, incluindo limpeza, obturação, tratamento de canal e a confecção de próteses por meio de escaneamento e impressão em 3D.
A cerimônia marcou uma série de anúncios e entregas nas áreas de saúde, educação e habitação, encerrando a agenda pública do presidente antes do início das restrições do calendário eleitoral, que entram em vigor neste sábado (4), a três meses do primeiro turno das eleições de outubro.
Ao todo, o governo federal anunciou investimentos de R$ 464,8 milhões. O pacote contempla ambulâncias, unidades odontológicas móveis, micro-ônibus para transporte de pacientes, equipamentos para unidades básicas de saúde, hospitais e serviços especializados. Também foi inaugurada a Unidade Oncológica Dona Lindu, do Hospital do Amor, em Garanhuns (PE), cidade natal de Lula, que recebeu investimento federal de R$ 73,9 milhões e terá capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês.