O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a campanha digital de Wilson Grassi, candidato do Democrata à Presidência da República. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (31), mesmo dia em que o ministro adotou medida semelhante contra Renan Santos, do Partido Missão.
Toffoli também suspendeu os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à chapa de Grassi, que já havia recebido cerca de R$ 3,3 milhões, e proibiu o uso dos recursos. O candidato ainda foi impedido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
A medida foi motivada pela comunicação tardia de oito perfis utilizados pela campanha. As contas foram informadas ao TSE em 28 de agosto, 17 dias após o pedido de registro da candidatura, protocolado em 11 de agosto.
Pelas regras eleitorais, perfis já existentes que serão usados na campanha devem ser informados no momento do registro. Já as contas criadas posteriormente precisam ser comunicadas à Justiça Eleitoral em até 24 horas.
Grassi e o Democrata terão 24 horas para informar a data de criação das contas, quando elas passaram a ser utilizadas para fins eleitorais e se existem outros perfis vinculados à campanha.