“Não adianta um só país reduzir as emissões”, afirma Rui Costa sobre política ambiental de Trump

Por Redação 23/01/2025, às 03h21 - Atualizado 22/01/2025 às 21h31

As medidas de retrocesso na preservação ambiental anunciadas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso de posse, geram preocupação global, mas ainda há esperança de que tais políticas não sejam amplamente adotadas no país. A avaliação foi feita pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (22), durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Rui Costa destacou que a humanidade demanda ações efetivas para cuidar do meio ambiente, mesmo diante de lideranças políticas que priorizam outros interesses. “A grande maioria da humanidade deseja o cuidado com o planeta e com o meio ambiente. No entanto, têm sido eleitas, em alguns lugares, pessoas que não colocam isso como prioridade, tratando a questão como algo secundário”, afirmou.

Entre os anúncios de Trump que mais preocupam está a retirada dos EUA do Acordo de Paris, pacto global que reúne compromissos dos países signatários para reduzir emissões de poluentes. Para Rui Costa, a decisão afeta não apenas os Estados Unidos, mas o esforço mundial de preservação ambiental.

“Não adianta um só país reduzir as emissões, porque o planeta continuará contaminado. É necessário que todos os países somem esforços para descontaminar o planeta”, argumentou.

Esperança

Apesar das declarações de Trump, Rui Costa demonstrou otimismo em relação ao papel desempenhado por governadores de estados norte-americanos, muitos dos quais possuem políticas ambientais sólidas e estruturadas.

“Provavelmente [a opinião de Trump] não seja a da maioria do povo norte-americano. Vários governadores têm políticas fortes de defesa do meio ambiente, e esses estados não mudaram suas posturas”, ressaltou. Ele também destacou a autonomia dos estados nos EUA, que possuem maior independência em relação ao governo federal do que no modelo brasileiro.

“A autonomia e a força legal institucional dos estados norte-americanos podem ser um fator importante para contrabalançar retrocessos anunciados pelo presidente”, completou o ministro.