Pedido de extradição de Ramagem aos EUA inclui localização e segue sob sigilo

Por Redação 31/01/2026, às 16h12 - Atualizado às 15h13

O pedido de extradição de Alexandre Ramagem, enviado pelo governo brasileiro aos Estados Unidos, foi instruído com informações consideradas essenciais pelas autoridades americanas, entre elas a localização atual do investigado em território norte-americano. A exigência integra os procedimentos padrão adotados pelos EUA em processos dessa natureza.

Além da localização, o requerimento reúne a identificação do extraditando, a descrição dos fatos atribuídos a ele, os dispositivos legais aplicáveis e a documentação judicial que fundamenta o pedido, conforme o tratado de extradição em vigor entre Brasil e Estados Unidos.

O procedimento tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), assim como o próprio pedido de extradição. O caráter reservado explica por que a formalização, concluída em 30 de dezembro do ano passado, só se tornou pública agora, sem divulgação prévia de detalhes.

Pessoas que acompanham o caso avaliam que uma eventual mudança de endereço de Ramagem nos Estados Unidos não deve representar obstáculo relevante. Segundo essa avaliação, as informações podem ser atualizadas, se necessário, sem comprometer a validade do pedido.

ORDEM DO PEDIDO

Em 15 de dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou a adoção das providências para abertura do procedimento e o envio da documentação ao Poder Executivo. No dia 22, após a conclusão da etapa técnica, o pedido foi encaminhado pela via diplomática.

Já em 30 de dezembro, a Embaixada do Brasil em Washington formalizou o requerimento junto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, encerrando a fase brasileira do processo. A partir daí, a análise passou a depender exclusivamente das autoridades americanas, sem prazo definido para conclusão.

Procurado, o Ministério da Justiça não se manifestou sobre o caso.