Projeto propõe regulamentar cordão identificador para pessoas com autismo

Por Redação 14/03/2025, às 18h33 - Atualizado às 16h44

O Projeto de Lei 101/25, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, busca regulamentar o uso de cordões identificadores para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições neurodivergentes. A iniciativa, apresentada pela deputada Simone Marquetto (MDB-SP), visa fortalecer a inclusão social e garantir o acesso a direitos para esse público.

Características do cordão

Caso aprovado, o cordão identificador deverá ser:
✅ Diferente dos já regulamentados;
✅ Personalizado com símbolos que remetam à diversidade neurocognitiva, como peças de quebra-cabeça, associadas ao autismo;
✅ Opcional para o usuário, mas disponibilizado gratuitamente por instituições públicas ou a preço acessível por entidades privadas;
✅ Contar com espaço para identificação do usuário, contato de emergência e especificação da neurodivergência.

Objetivo da proposta

Segundo a deputada Simone Marquetto, a criação de um cordão exclusivo para neurodivergentes facilitaria a identificação dessas pessoas por parte da sociedade e instituições públicas e privadas, ampliando a efetividade do atendimento prioritário já garantido pela Lei Berenice Piana, que reconhece os direitos das pessoas com TEA.

“Um cordão específico permitirá maior clareza na identificação e reforçará o direito à prioridade nos atendimentos, tal como ocorre com o cordão de girassol para deficiências invisíveis”, afirmou Marquetto.

Próximos passos

O PL 101/25 será analisado, em caráter conclusivo, pelas seguintes comissões da Câmara dos Deputados:
📌 Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência
📌 Comissão de Finanças e Tributação
📌 Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Para entrar em vigor, a medida precisa ser aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores.