Por Maria Eduarda Moura
A promotora de Justiça Hortência Pinho avaliou que o atraso no envio do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador à Câmara Municipal não representa, por si só, um prejuízo à população. Segundo ela, a prioridade deve ser garantir que o documento reflita a realidade atual da cidade.
Originalmente, a previsão era de que o PDDU chegasse à Câmara de Salvador para ser votado até o fim deste ano. Para a promotora, no entanto, acelerar o processo pode ser mais prejudicial caso o projeto não esteja fundamentado em informações técnicas e dados atualizados.
“Não adianta correr, se precipitar, mandar correndo um projeto para a Câmara, se o projeto não tem os dados técnicos e não enfrenta os reais problemas da cidade”, afirmou.
Hortência Pinho destacou ainda que o plano deve funcionar como uma resposta aos desafios urbanos de Salvador no médio e longo prazo. “Um plano diretor é uma resposta, a médio e longo prazo, dos problemas da cidade, dos seus desafios, das suas soluções”, disse.
A promotora também afirmou que, até o momento, não estão presentes todos os elementos necessários para a elaboração do documento. Segundo ela, é fundamental que o PDDU tenha dados de campo atualizados e um diagnóstico capaz de orientar as futuras políticas de desenvolvimento urbano da capital baiana.