Rosemberg Pinto prevê baixo quórum na ALBA durante período eleitoral

Por Redação 04/08/2026, às 18h05 - Atualizado às 17h54

Da Redação, com informações de Maria Eduarda Moura 

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto (PT), afirmou, nesta terça-feira (4), que a Casa deve registrar baixo quórum ao longo dos próximos 60 dias em razão da campanha eleitoral. Apesar disso, segundo o parlamentar, a expectativa é de que o funcionamento do Legislativo não seja prejudicado.

De acordo com Rosemberg, não há previsão de votação de projetos considerados extraordinários durante esse período. Ele explicou que as matérias de maior relevância e urgência foram apreciadas ainda no primeiro semestre, justamente porque o calendário eleitoral costuma reduzir a presença dos deputados nas sessões. “Não estamos com previsão de nenhum projeto extraordinário nesse período. Nós estamos falando de 60 dias. Os projetos que tinham relevância ou urgência nós debatemos no primeiro semestre, sabendo exatamente desse período eleitoral, que sempre foi um quórum mais baixo”, afirmou.

O deputado ressaltou, no entanto, que o governo mantém condições de convocar os parlamentares caso seja necessário votar alguma matéria considerada importante. “É natural que o governo tenha capacidade, se tiver necessidade de votar algum projeto aqui, de convocar os parlamentares para estar aqui numa dessas terças-feiras e votar os projetos”, disse.

Rosemberg também informou que houve entendimento entre os líderes partidários para concentrar a presença dos deputados nas sessões das terças-feiras. Nos demais dias da semana, segundo ele, a tendência é de que muitos parlamentares estejam envolvidos em atividades relacionadas à campanha eleitoral em suas bases. “Conversamos hoje bastante. A ideia é que a gente possa fazer uma força-tarefa de votar presencialmente nas terças-feiras, entendendo que nos outros dias teremos dificuldade de ter parlamentares aqui na Casa”, explicou.

Para o líder do governo, essa dinâmica é natural durante o período eleitoral e não deve comprometer a apreciação de projetos que precisem ser analisados pela Assembleia. “Cada um está fazendo suas atividades políticas em todos os locais. Na hora que você prende um parlamentar aqui, você desequilibra a disputa eleitoral. Mas acho que não vamos perder força para votar projetos na Casa”, concluiu.