Rowenna comenta acusação de agressão envolvendo Jerônimo e diz que oposição faz “oportunismo político”

Por Redação 03/07/2026, às 10h13 - Atualizado às 10h13

A secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, comentou nesta sexta-feira (3) a repercussão da confusão envolvendo o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante o desfile cívico do 2 de Julho, em Salvador. Para ela, a exploração política do episódio pela oposição representa um “oportunismo” e não reflete o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres.

A declaração foi dada após questionamento sobre críticas de adversários do governo, que passaram a associar a ocorrência à narrativa de que a gestão estadual seria contrária às mulheres.

Eu enxergo como oportunismo da política. O que a gente viu ali no 2 de Julho ontem, em muitos momentos, foi de oportunismo da política, que não constrói política real no dia a dia, na vida das pessoas”, afirmou.

Segundo Rowenna, a atuação política deve ser medida pelas ações concretas da gestão e não por episódios isolados.

Porque a política se faz com entregas concretas, políticas públicas, não com fato político isolado, utilizando pessoas para fazer situações desconexas da realidade”, declarou.

Ao final, a secretária defendeu o governo estadual e disse que a população conhece quem entrega resultados.

E a gente sabe aí quem é que entrega política de verdade para o povo da Bahia”, concluiu.

O episódio

A manifestação ocorreu durante o cortejo que celebrou os 203 anos da Independência da Bahia, na quinta-feira (2). Em meio ao desfile, o governador Jerônimo Rodrigues foi alvo de vaias e protestos. Em um dos momentos registrados em vídeo, uma manifestante se aproximou do governador, colocou o braço ao redor de seu pescoço e afirmou: “Seu sorriso vai acabar em outubro”, em referência às eleições.

Logo em seguida, Jerônimo afastou a mulher com o auxílio de apoiadores. Após a reação, a manifestante questionou: “Vai me machucar, é?”. O governador não respondeu, e a situação foi rapidamente controlada pela equipe que o acompanhava.

Desde então, o episódio tem sido explorado por adversários políticos, que criticam a postura do governador durante a abordagem. Integrantes da base aliada, por outro lado, afirmam que a reação ocorreu diante de uma aproximação física inesperada e defendem que o caso não pode ser descontextualizado nem utilizado para criar uma narrativa contra o governo