“São quatro vagas, não cabe cinco, alguém vai ter de ceder” Adolfo Menezes admite impasse e expõe tensão da chapa para 2026

Por Redação 08/05/2025, às 11h32 - Atualizado às 11h32

O cenário político baiano para as eleições de 2026 ainda está em construção. O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), confirmou que a composição da chapa governista ainda não foi definida e sinalizou que o processo exigirá negociações, que apesar da política não ser matemática exata existe um número de candidatos e um número de vagas, que isso é certo.

“A gente só vai saber na hora. Na política 2 e 2 não dá 4, 2 e 2 dá 5, dá 3, né? A política é uma ciência”, afirmou Menezes, ao comentar a necessidade de diálogo entre os partidos que compõem a base. Segundo ele, a definição sobre quem ocupará as principais vagas da chapa — governo, vice e Senado — dependerá de um acordo entre os líderes, e isso exigirá concessões. “Alguém vai ter de ceder”, avisou.

O deputado reconheceu as limitações naturais do processo. “É claro que são duas vagas para o senador, uma para o governador, uma para a vice, são quatro vagas, quatro não cabe cinco, então alguém vai ter de ceder. Mas na política é assim mesmo, vamos ver na hora certa como é que fica.”

O parlamentar destacou da força e nome do PSD na Bahia, e que é resultado de uma aliança estratégica com o PT, PSB e outras siglas, ele acredita que isso é a força da união para que juntos possam desenvolver um cenário político favorável a todos: “O senador [Jaques] Wagner, ministro Rui Costa, governador Jerônimo [Rodrigues], o próprio Otto Alencar, todos eles vão saber conduzir essa nova eleição e acomodar todo mundo”, declarou.

Adolfo Menezes excluiu a possibilidade de um rompimento dentro do bloco governista e descarta a a chance do senador Otto Alencar apoiar uma eventual candidatura de oposição. “Otto é um homem de grupo. Claro que política nada é 100% de certeza, mas eu acho muito difícil”, avaliou. Ele ainda ressaltou que prefeitos antes alinhados a ACM Neto (União Brasil) agora se aproximam do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o que reforça a coesão do grupo governista.