Sem resistência: CCJ aprova indicação de Adolfo Menezes ao TCM

Por Redação 12/05/2026, às 12h57 - Atualizado às 12h58

Por Vitor Velloso com informações de Záfya Tomaz 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou, nesta terça-feira (12), a sabatina do deputado Adolfo Menezes (PSD), indicado para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). Antes de iniciar o rito formal, o parlamentar antecipou que pretende levar para a Corte uma postura firme de fiscalização sobre os gastos públicos em festividades municipais.

Em conversa com a imprensa, Adolfo Menezes criticou o investimento de altas somas em eventos por prefeituras que enfrentam carências em setores essenciais. “Sou contra que municípios médios e pequenos gastem milhões em festas, contratando cachês absurdos, quando na maioria das vezes faltam muitos serviços, principalmente na saúde e na educação”, destacou. Ele afirmou que, se aprovado, essa será uma das suas bandeiras dentro do Tribunal.

Com uma trajetória que inclui os cargos de vereador, prefeito, deputado estadual e até governador interino, Adolfo ressaltou que sua vida pública o preparou para o novo desafio técnico. “Sempre tive o pé no chão, preparado para tudo. Acredito que estou pronto depois de uma vida inteira na política para ser sabatinado e responder a todas as perguntas”, afirmou.

O clima na Assembleia foi de celebração entre os pares. A maioria dos deputados, incluindo a presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), demonstrou satisfação com a indicação de Adolfo para a cadeira que será deixada pelo conselheiro Francisco Netto em agosto. Durante as manifestações, Ivana e outros parlamentares exaltaram não apenas a competência técnica de Adolfo, mas também suas qualidades pessoais e o espírito de amizade que cultivou no Legislativo ao longo dos anos.

A candidatura de Adolfo Menezes chega ao TCM com uma força política expressiva. Ele reuniu inicialmente 60 assinaturas de apoio, das quais 57 foram validadas pela Procuradoria Jurídica (três foram descartadas por serem de suplentes fora do exercício do mandato). O número é significativamente superior ao mínimo regimental de 13 assinaturas.