O subsecretário de Segurança Pública, Marcel de Oliveira, se pronunciou nesta quinta-feira (10) sobre a morte de dois jovens durante uma ação da Polícia Militar. Questionado sobre a atuação dos agentes e os desdobramentos do caso, Marcel afirmou que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) já deu início ao protocolo previsto para esse tipo de ocorrência.
Segundo ele, toda ação que resulta em morte é automaticamente submetida a uma apuração rigorosa. “A gente precisa iniciar solidarizando com a família e dizer que nesse tipo de evento, como o ocorrido, existe um protocolo de ação que é estartado [início] de pronto, onde a atuação para o que vai acontecer depende da investigação, elementos, perícias, testemunhas, oitiva…”, explicou.
O subsecretário também comentou sobre a ausência de cápsulas no local da ocorrência. Segundo ele, os peritos não encontraram os projéteis durante a perícia inicial, e a família das vítimas afirmou ter encontrado duas cápsulas.
Entenda o caso:
Dois jovens, Luan Henrique Rocha de Souza, 20 anos, e Gilson Jardas de Jesus, 18, foram mortos durante uma ação da Polícia Militar na última terça-feira (9), no loteamento Canto dos Pássaros, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.
A PM afirma que os jovens atiraram contra os agentes ao tentarem fugir e se esconderam em uma casa, onde teriam sido baleados após confronto.
Segundo a corporação, foram apreendidas duas pistolas, uma espingarda e uma arma falsa no local. Nenhum policial ficou ferido e os agentes seguem em serviço.
Vídeos gravados por moradores mostram cenas fortes: um dos corpos sendo arrastado pelos policiais para fora da casa e o outro jovem ferido dentro do camburão. A mãe de uma das vítimas questiona a versão oficial e pede para ver a suposta arma usada pelos rapazes, negando que o filho estaria envolvido em alguma facção.
Os dois foram levados ao Hospital Geral de Camaçari, onde tiveram a morte confirmada. A Secretaria de Segurança Pública informou que um protocolo de apuração foi iniciado para investigar a conduta dos policiais envolvidos. A família das vítimas contesta a versão da polícia e pede justiça.
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