União Europeia convoca reunião de emergência após Trump ameaçar tarifas por causa da Groenlândia

Por Redação 18/01/2026, às 16h47 - Atualizado às 16h08

Neste domingo (18), a União Europeia está realizando uma série de reuniões de emergência para determinar como responder às pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, que apoia a anexação da Groenlândia, território autônomo que faz parte do Reino da Dinamarca. No sábado (17), o republicano ameaçou aplicar tarifas comerciais contra os países europeus que se opuserem à proposta.

A reunião principal está agendada para as 17h (12h em Brasília) e acontecerá no Chipre, país que ocupa a presidência rotativa do bloco. Simultaneamente, embaixadores europeus se encontram para debater as consequências da ação, considerada pelos líderes do continente como um perigo de intensificação diplomática.

Trump declarou que planeja impor uma tarifa inicial de 10% sobre produtos provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, podendo esse percentual ser elevado para 25%. De acordo com ele, as sanções continuarão até que os Estados Unidos consigam o domínio da Groenlândia.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, respondeu dizendo que “tarifas prejudicariam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma perigosa escalada negativa”. De acordo com ela, a União Europeia continuará “unida, coordenada e dedicada a proteger sua soberania”.

Trump afirma que a Groenlândia é crucial para a segurança dos EUA desde o começo de seu segundo mandato, devido à sua posição entre os territórios americano e russo, além de ser importante para a implementação do “Domo de Ouro”, um sistema de defesa antimísseis. Embora haja uma base militar dos EUA na ilha, a presença americana foi diminuindo ao longo dos anos.

A tensão fez com que os países europeus intensificassem sua presença na região. Na quinta-feira passada (15), tropas da Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia foram enviadas para a Groenlândia.

Além disso, os chefes de governo responderam diretamente às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu a proposta como “totalmente errada”, ao passo que o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a ação é “inaceitável”.