Por Gabriela Encinas
O deputado estadual Diego Castro (PL-BA) fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante entrevista concedida nesta terça-feira (5) durante o retorno da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O parlamentar atacou decisões do Judiciário, denunciou supostos abusos de autoridade e responsabilizou o atual governo pela crise econômica e diplomática com os Estados Unidos.
Segundo Diego Castro, o governo Lula tem promovido uma escalada de impostos no país. “A cada pouco mais de um mês, o brasileiro é surpreendido por um novo imposto ou aumento de tributos. A política econômica se baseia em taxar cada vez mais o povo”, afirmou. E também direcionou culpa ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a quem chamou de “campeão de arrecadação” e responsabilizou pelo peso do ICMS sobre os baianos.
“É mais um episódio de uma caçada institucionalizada que, por aquilo que pareça, partindo de um ministro que se acha Deus do Olimpo, da pátria chamada Brasil”, disparou Castro ao se referir a Moraes. Segundo ele, o ministro estaria concentrando funções incompatíveis com um sistema penal democrático. “Ele é juiz, é vítima, é acusador”, disse.
O deputado baiano afirmou que o aumento nas tarifas dos EUA é uma resposta ao posicionamento do governo brasileiro, e não consequência de ações da oposição, como tentam fazer parecer, como se a família Bolsonaro tivesse culpa sobre. “O povo precisa saber o que está por trás disso. Não dá para inverter a narrativa. A verdade vai aparecer, e isso vai refletir nas urnas”, disse o parlamentar.
“Tem que lembrar que quem botou a gente nessa crise foi Bolsonaro não, foi o próprio Lula. Foi esse bandido, esse vagabundo, esse marginal que colocou a gente nessa situação”, disparou. E acusou o presidente de comprometer as relações diplomáticas com os EUA ao se aproximar de outros regimes. “Quem atacou a soberania alheia foi ele, desde quando assumiu que se aliou com o Hamas, que ficou dando ‘pitaco’ no governo de Trump, chamando para a briga, aliando-se ao Irã, aquela raça de terrorista que estupra mulheres, que quem não concorda com sua religião tem que ser tratado na bala. Jogado de cima de edifício, como ele faz lá”, concluiu o deputado estadual.
O deputado acredita que “o fator prioritário foi essa afronta à soberania alheia, essa briga desnecessária com os Estados Unidos”, que no “governo Bolsonaro e Trump, a relação diplomática era maravilhosa”, mas que o presidente Lula “tomou partido de um lado — e o lado erradíssimo. Foi o lado dos terroristas, dos criminosos, dos bandidos”, afirmou o parlamentar que não aceita o rumo que o Brasil está levando, nem a decisão do do Supremo Tribunal Federal.
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