Durante evento realizado em Salvador nesta segunda-feira (14), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez duras críticas à taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e cobrou um posicionamento da oposição.
Em fala à imprensa, o gestor baiano se mostrou preocupado sobre os impactos diretos na produção e nas exportações do estado. “Eu tenho acompanhado de perto as iniciativas do presidente Lula, é preciso que o Brasil tome iniciativas como a lei da reciprocidade, eles estão cobrando a gente, nós não queremos entrar em conflito, a gente quer resolver, a gente não pode virar uma expectativa de uma disputa entre dois países, o setor produtivo paga essa conta, a política não pode atrapalhar o setor produtivo, tem que ajudar”, afirmou.
O governador também destacou que contêineres com pescados já estão parados por medo das sobretaxas. “Nós já temos hoje containers carregados de pescados sem poder ser exportado, porque os empresários temem que a parte que já acontece agora, com a taxação abusiva de valores que o presidente [Trump]”, declarou, enfatizando que a Bahia também exporta minério, celulose, frutas e algodão, e que não pode arcar com o prejuízo.
Ao lado de representantes do setor produtivo, Jerônimo afirmou que levará as demandas ao presidente Lula. “Quero ouvir qual é a demanda do setor para que eu possa de mãos dadas com a FIEB, com a FAEB, com a Fecomércio, com todos os segmentos produtivos, colocar na pauta do dia do Presidente Lula o que é que nós entendemos”.
O governador cobrou também posicionamentos mais claros da oposição sobre o chamado “tarifaço”. “ Eu não ouvi a colocação dele [ACM Neto] eu não ouvi ainda ele falar se ele é a favor do tarifaço, se ele é a favor dessa postura dos bolsonaristas em relação ao que está acontecendo, estão muito tímidos em relação a isso”, provocou.
Jerônimo Rodrigues também ironizou a atuação de ACM Neto, que deve ser o seu principal adversário político em 2026: “Eu estive ontem lá no Oeste, participando de um evento importante sobre o cacau. Ele esteve em Curaça parece para um outro forró. Ele agora é um dançarino típico. Não vejo ele fazendo nada. Só dançando forró, dançando muito mal. Eu vou ter que bater em uma escola de dança porque ele dança ruim”, disparou o governador.
Com informações da repórter Gabriela Encinas.
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