Líder do governo Kiki defende empréstimo para transporte complementar e prevê avanços em negociação com professores  

Por Redação 29/09/2025, às 21h11 - Atualizado 30/09/2025 às 15h22

O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, vereador Kiki Bispo, comentou nesta segunda-feira (29) três pautas centrais em discussão na Casa: o pedido de empréstimo para financiar o transporte complementar, a recomendação do Ministério Público para veto do projeto da Louos e o diálogo com a APLB sobre a greve dos professores.

Sobre o transporte, Kiki destacou que a operação foi viabilizada pelo PAC, do governo federal, e que o financiamento permitirá renovar a frota dos “amarelinhos”, responsáveis por cerca de 10% da demanda de passageiros na capital. “É mais um gesto da prefeitura, que entende a importância de dar apoio e incentivo ao transporte complementar, com ônibus novos, na mesma linha do sistema convencional”, afirmou.

Em relação ao projeto da Louos, o vereador defendeu a legalidade da matéria aprovada na semana passada. “O projeto seguiu todos os ritos, teve audiências públicas. Respeitamos a posição do Ministério Público, mas, do ponto de vista da formalidade, está embasado na legalidade. O prefeito deve sancionar”, disse. Kiki também rebateu informações de que haveria redução viária no Vale Encantado. “Isso não é verdade, foi esclarecido com transparência”, completou.

Quanto às negociações com a APLB, sindicato dos professores, o líder governista lembrou que o acordo firmado com a prefeitura foi o que motivou o fim da greve de mais de 70 dias. O texto está em tramitação na Câmara. “O que os vereadores querem é que aquilo que foi fruto de acordo seja ratificado em plenário. Precisamos salvar o ano letivo, que já será estendido para janeiro e fevereiro”, explicou.

Kiki destacou que a Câmara acolheu seis emendas além do texto principal e pediu sensibilidade aos parlamentares. “A prefeitura já chegou ao limite. O que não podemos é retroceder. O aumento concedido em 22 de maio foi uma conquista importante. Esperamos votar até quarta-feira, porque a cidade precisa virar essa página e focar na educação”, concluiu.