VÍDEO: “Não tem credibilidade”, diz Bruno Reis sobre tentativa da oposição para inflamar operação Gaeco

Por Redação 16/07/2026, às 11h43 - Atualizado às 12h26

Por Julia Lima, com informações de Záfia Tomaz 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), compartilhou seu pensamento a respeito das manifestações da oposição na tentativa de inflamar as narrativas da operação Gaeco. Ação que investiga fraudes em contratos públicos e decretou a suspensão do exercício de função pública e de mandato eletivo de cinco investigados, entre eles o vereador George Carlos Reis Pereira, conhecido como “Gordinho da Favela”. A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (16), em atendimento à imprensa, durante o lançamento do novo Empreenda Salvador, no Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros.

Segundo o prefeito, os posicionamentos carecem de confiabilidade, visto que investigações de secretários e problemas referentes ao estado estão sendo ignorados. “Não tem credibilidade porque não faz nenhuma referência aos problemas que envolvem o estado. Nós temos lá diversos secretários investigados no estado, e eles não tomam nenhuma providência, e os aliados na Câmara Municipal de Salvador não falam nada”, afirmou o prefeito. No entanto, o nome de nenhum secretário foi mencionado.

Investigação de fraudes e superfaturamento em cofres públicos

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) identificou cinco empresas e 19 investigados de participar de atos de fraudes em contratos públicos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Dentre eles, o vereador de Salvador George Carlos Reis Pereira, além de empresários e agentes públicos. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que pode ter causado um prejuízo de mais de R$ 38 milhões aos cofres públicos.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Além do bloqueio de bens no valor de R$ 38.321.127,95, a suspensão do exercício de função pública e de mandato eletivo de cinco investigados, entre eles o vereador George Carlos Reis Pereira, e proibiu o contato entre os alvos da investigação.

De acordo com a representação criminal do Ministério Público, o grupo atuava de forma estruturada na Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). As investigações também apontam que a organização era dividida em núcleos empresarial, operacional e de agentes públicos, responsáveis por um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.