Por Gabriela Encinas
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), Felipe Freitas, afirmou que não há registros de baianos solicitando apoio do Governo do Estado após a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado (3), que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
A declaração foi dada à equipe do Taktá na terça-feira (6), durante a sessão solene do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), que empossou a nova Mesa Diretora para o biênio 2026/2027.
Segundo o secretário, apesar do cenário de instabilidade no país vizinho, até o momento não há informações de que cidadãos baianos tenham sido diretamente impactados, nem pedidos formais de auxílio para retorno ao Brasil. Ainda assim, ele reforça que o Estado acompanha a situação de forma contínua.
“Nós não temos até nenhum registro de que baianos tenham sido impactados pelas violências que ocorreram lá e nem nenhum pedido de apoio mais específico para retorno”, disse o secretário.
Felipe Freitas também falou sobre o atendimento a venezuelanos que vivem na Bahia. De acordo com o gestor, cerca de dois mil migrantes do país sul-americano já são acompanhados por programas de assistência social nos municípios. O acompanhamento é feito por um comitê permanente voltado à pauta migratória, que atua em conjunto com o Ministério Público e o sistema de Justiça.
“Nós temos um registro na Bahia de cerca de dois mil venezuelanos que já são atendidos pelos programas da assistência social dos municípios”, afirmou Felipe.
O titular da SJDH destacou ainda que o governo baiano mantém diálogo direto com o Ministério da Justiça e o Ministério dos Direitos Humanos para atualização constante do cenário. Ele adiantou que nesta quarta-feira (7) irá participar de uma nova reunião com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos para reavaliar a situação geral da Venezuela e verificar se surgiram demandas relacionadas a baianos para retornarem ou para serem atendidos diplomaticamente.
“Nós seguimos atentos em relação a isso”, reforçou o secretário da pasta de Justiça e Direitos Humanos, quanto ao monitoramento permanece diante dos desdobramentos internacionais.
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