VÍDEO: Temer critica falta de medidas ambientais e avalia reeleição de Lula em 2026

Por Redação 11/09/2025, às 14h09 - Atualizado 19/09/2025 às 09h20

Por Gabriela Encinas

O ex-presidente Michel Temer participou nesta quinta-feira (11) da 3ª edição do Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, no Palacete Tirachapéu, localizado no Centro Histórico de Salvador, evento que reúne juristas, empresários e especialistas para debater temas ligados ao desenvolvimento responsável.

Na abertura, Temer destacou a relevância da pauta ambiental e relembrou medidas tomadas durante seu governo. “Em primeiro lugar, eu quero cumprimentar o evento que a Isabela e todos estão organizando aqui em Salvador, na Bahia, em favor do meio ambiente. Em segundo lugar, eu devo dizer que, na verdade, é interessante o constato de que nós temos muitas hipóteses de preservação do meio ambiente”, afirmou.

Ele lembrou ações de preservação realizadas durante sua gestão, como a ampliação da área da Chapada dos Veadeiros, e criticou a falta de prioridade do tema no debate político. “Eu lamento que muitas e muitas vezes, não só no plano internacional, mas no plano nacional, ninguém vota isso”, disse.

Ao ser questionado sobre uma possível candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2026, Temer reconheceu a legitimidade da disputa, mas ponderou sobre as condições de saúde do presidente. “É legítimo, ele pode ter direito a reeleição […] Mas eu não sei se ele estará disposto a isso, mas nos últimos tempos ele tem dito: ‘se a minha saúde permitir, etc'”. Significando, portanto, que se ele não se sentir saudável, talvez não venha a ser candidato.

O ex-presidente também foi provocado sobre a aplicação da Lei Magnitsky e possíveis impactos. Para Temer, a medida norte-americana representa um risco, mas trata-se de um excesso. “Eu espero que não aconteça. Eu acho um exagero extraordinário […] Você, um Estado estrangeiro, impor uma restrição em face de uma decisão judicial. Como é que você, um Estado estrangeiro, vai determinar qual deve ser a conduta da Corte Suprema do País? É complicado. Eu espero que não aconteça isso”, afirmou.

Em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, Temer defendeu que a solução passa pelo diálogo. “Está faltando o diálogo. É preciso dialogar. O diálogo conduz à solução”.

Mas disse que “o atual Presidente faz o que acha que deva melhor fazer”. E relembrou uma pergunta recente que o fizeram, caso o cenário atual fosse durante a gestão dele, o que ele faria? E Temer respondeu: “Eu tentaria uma ligação para o Presidente. Eu tenho quase convicção de que ele atenderia”, afirmou.

Por fim, comentou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro na defesa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o diálogo que mantém com Trump nos Estados Unidos. “Eu acho que ele, na verdade, tem um sentimento filial. Ele defende, ele quer que o pai seja liberado. Sob o ângulo familiar, eu acho que ele tem toda razão, acho que não há o que criticar. Sob o ângulo, digamos assim, da relação Brasil-Estados Unidos, eu não acho útil, mas eu compreendo as posições dele, compreendo perfeitamente”, avaliou.