Por Gabriela Encinas e Maria Eduarda
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu às críticas que recebeu após comentar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último sábado (3) e afirmou que não poderia se omitir diante do que classificou como um risco à soberania dos países da região.
No último domingo (4), o Governo da Bahia publicou uma nota condenando a ação dos EUA na Venezuela, mas a repercussão não foi boa para o governista. A reação negativa dos baianos foi cobrar ao governador do Estado segurança pública. “Ninguém te perguntou nada. Quando é para se pronunciar sobre as atrocidades que ocorrem aqui no Estado você fica calado” “E a segurança daqui”, foram alguns comentários feitos a Jerônimo.
O Taktá então, cobrou um posicionamento do governador, que disse na tarde desta terça-feira (6) que a área da segurança pública segue sob sua responsabilidade, mas ressaltou que o episódio exige posicionamento político. Segundo ele, há o risco de novas invasões caso esse tipo de ação seja naturalizada.
O governador afirmou que não há defesa do governo petista para Nicolás Maduro. “Nós não defendemos a posição de Maduro nenhuma”, disse.
Jerônimo lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não reconheceu as eleições venezuelanas, após a ausência de relatórios das atas de apuração solicitados pelo Brasil.
Para Jerônimo, o ponto central da crítica é a forma como a ação foi conduzida. Ele repudiou a invasão de um país por outro e classificou esse tipo de prática como um desrespeito à soberania nacional, seja por meio de sanções, tarifas ou pela retirada forçada de um governante.
O governador destacou ainda a proximidade geográfica da Venezuela com o Brasil, citando a fronteira com Roraima e a Amazônia, e alertou para possíveis impactos sobre o território nacional. “O que a gente defende um ato antidemocrático como esse, com o qual não concordamos, ou estamos na iminência de também poder ser ocupados”, afirmou.
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