Mais de 11 mil casos da febre oropouche são registrados no Brasil

Por Redação 28/12/2024, às 13h30 - Atualizado às 12h42

A febre oropouche, doença causada pelo arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), ultrapassou a marca de 11 mil casos em 22 estados brasileiros em 2024, segundo dados da semana epidemiológica 50, do período de 8 a 14 de dezembro. Apenas 5 estados não registraram casos da doença, são eles o Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul.

A expansão da doença para fora da região Amazônica reflete o aumento significativo de casos observado desde 2023. O vírus é transmitido principalmente pela picada do maruim ou mosquito-pólvora, e provoca sintomas como febre, dores de cabeça, musculares e articulares, além de tontura, náuseas e fotofobia.

A maioria dos casos tem duração de dois a sete dias, mas a doença pode evoluir para complicações graves e óbitos. Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou quatro óbitos atribuídos à febre oropouche: dois na Bahia, um no Paraná e um no Espírito Santo.

Outros quatro casos fatais estão sob investigação, com relatos no Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso e Acre. Além disso, há registros de transmissão vertical da doença, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê, com quatro casos confirmados em 2023 que resultaram em óbito do feto.

TRATAMENTO:
Sem um medicamento específico para tratamento, o manejo da febre oropouche é de suporte, com orientações para hidratação, repouso e uso de medicamentos para alívio de dores e febre. Gestantes e grupos vulneráveis precisam redobrar os cuidados, especialmente em áreas onde o vetor é prevalente.

Entre as medidas preventivas destacadas pelo Ministério da Saúde estão o uso de roupas que protejam áreas expostas do corpo, instalação de telas finas em janelas, uso de mosquiteiros e manutenção do peridomicílio limpo e livre de matéria orgânica que possa atrair o mosquito-pólvora. Embora a eficácia de repelentes e inseticidas contra o vetor ainda não seja comprovada, eles podem ser usados como precaução adicional contra outros mosquitos.

Com os números alarmantes e o avanço da doença em todo o território nacional, especialistas reforçam a importância de medidas de prevenção e monitoramento constante para conter a disseminação do vírus.