O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter morreu neste domingo (29), aos 100 anos, em sua casa na cidade de Plains, Geórgia, onde nasceu. A notícia foi confirmada por seu filho, Chip Carter, que destacou o legado do pai. “Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, afirmou em comunicado.
Carter, presidente entre 1977 e 1981, destacou-se por sua postura crítica às ditaduras na América Latina, como a de Augusto Pinochet, no Chile, e o regime militar brasileiro. Filiado ao Partido Democrata, ele havia sido senador e governador da Geórgia antes de assumir a Presidência, onde enfrentou desafios econômicos e desempenhou um papel ativo na busca pela paz global.
Após deixar a Casa Branca, Carter fundou a Fundação Carter, em 1982, dedicando-se a causas como direitos humanos, democracia e desenvolvimento sustentável. Seu trabalho internacional rendeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz em 2002, reconhecendo seu empenho em mediar conflitos e promover a justiça social.
Carter foi o ex-presidente mais longevo da história dos Estados Unidos. Diagnosticado com câncer cerebral em 2015, ele recebia cuidados paliativos em casa desde fevereiro de 2023. Sua morte marca o encerramento de um legado de ativismo e compromisso com causas humanitárias que perdurou por décadas.