Papa Francisco não deve aparecer em público por um bom tempo; entenda

Por Redação 24/03/2025, às 23h05 - Atualizado às 16h59

Depois de mais de um mês internado para tratar uma pneumonia dupla, o Papa Francisco voltou ao Vaticano neste domingo (23), realizando sua primeira aparição pública desde 14 de fevereiro. A saída do Hospital Gemelli, em Roma, marca o início de uma nova fase de recuperação, que, segundo orientação médica, deverá se estender por mais dois meses de repouso.

De volta à Casa Santa Marta, onde vive desde sua eleição em 2013, Francisco permanece afastado da rotina intensa que costumava manter, embora continue atuando nos bastidores da Igreja.

Recuperação

A Casa Santa Marta, residência papal localizada dentro do Vaticano, foi construída em 1996 para acomodar cardeais durante os conclaves. Estruturada como um pequeno hotel, o prédio de cinco andares conta com cafeteria, capela e quartos de hóspedes — acesso reservado a padres e funcionários do Vaticano.

O papa ocupa um conjunto de salas no segundo andar, onde vive com relativa autonomia. Até agora, não houve grandes adaptações no espaço para recebê-lo durante a recuperação, exceto pela instalação de uma cama ajustável com controles eletrônicos, facilitando o descanso do pontífice, que utiliza cadeira de rodas desde 2021.

De acordo com o jornal Corriere della Sera, o papa contará com assistência de enfermagem 24 horas e continuará recebendo oxigênio suplementar, caso necessário.

Atividade reduzida

Mesmo internado, Francisco não interrompeu completamente sua agenda, mantendo nomeações episcopais e conduzindo temas estratégicos da Igreja, como a nova etapa do processo de reforma de três anos no Vaticano.

Ainda assim, não está claro até que ponto ele seguirá as recomendações médicas de repouso total. Conhecido por sua energia e dedicação ao trabalho, o papa tradicionalmente participa de pelo menos dois eventos públicos semanais, incluindo a audiência geral das quartas-feiras e a oração dominical na Praça de São Pedro. Em outras ocasiões de enfermidade, chegou a conduzir essas atividades por videoconferência.

O Vaticano ainda não anunciou se haverá mudanças na agenda oficial do papa. Estão programados encontros importantes nas próximas semanas, como a audiência com o rei Charles III em 8 de abril e as tradicionais celebrações de Páscoa no dia 20 — mas não há confirmação de que ele participará presencialmente desses compromissos.

Por ora, a prioridade é garantir que o líder espiritual de 1,4 bilhão de católicos tenha tempo e condições adequadas para se recuperar completamente.