A greve dos servidores municipais de Salvador chegou ao fim nesta sexta-feira (13), após um acordo firmado entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindseps). O entendimento foi selado durante uma audiência no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), conduzida pelo desembargador Manuel Carneiro Bahia de Araújo.
Pelo município, participaram da negociação o procurador-geral Eduardo Vaz Porto, o secretário de Gestão Alexandre Tinoco, além de representantes da Secretaria de Gestão. O coordenador-geral Everaldo Braga assinou o documento representando o Sindseps.
Com o acerto, a Prefeitura se comprometeu a cancelar as faltas registradas durante os dias de paralisação, realizar a compensação financeira por meio de abono e conceder um reajuste de 4,83% no auxílio alimentação a partir de julho — mesmo percentual do aumento salarial aprovado pela Câmara Municipal no mês passado. Também ficou definida a criação de uma mesa permanente de negociação, com início previsto para julho, que discutirá a campanha salarial e outras pautas da categoria, como a avaliação de desempenho do biênio 2024/2026.
O fim da greve era uma condição para que o processo judicial movido pela Prefeitura, que resultou na declaração de ilegalidade do movimento e na aplicação de sanções ao sindicato, fosse extinto.
Professores continuam em greve
Apesar do acordo entre o Sindseps e a Prefeitura, os professores da rede municipal de ensino continuam em greve. A APLB Sindicato, que representa a categoria, informou que não participou das negociações e que a mobilização dos docentes segue.
Em entrevista ao portal Taktá, o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, afirmou que o sindicato não foi chamado para a construção do acordo. “Não fomos chamados e nem estávamos sabendo. A greve continua. Nossa categoria segue mobilizada”, disse o dirigente.
O prefeito Bruno Reis (União), por sua vez, já afirmou em algumas agendas públicas que o reajuste que foi praticado seria satisfatório e atende as necessidades da categoria.
A APLB também informou que uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (16), às 14h, no Ginásio dos Bancários, no bairro dos Aflitos. No encontro, os professores irão discutir os rumos do movimento e avaliar os próximos passos da mobilização.