O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) divulgaram uma nota conjunta criticando as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo as entidades, as medidas afetam a indústria baiana e podem comprometer empresas, empregos e exportações.
Além da tarifa de 25%, em vigor desde 22 de julho, o governo norte-americano anunciou uma nova alíquota de 12,5%, ampliando as sanções comerciais ao Brasil.
Setores mais afetados
De acordo com a nota, US$ 273,1 milhões das exportações baianas aos Estados Unidos, o equivalente a 33,2% do total exportado em 2025, permanecem sujeitos às tarifas.
Os segmentos mais atingidos são os de papel e celulose, borracha e plásticos, produtos químicos e a cadeia de calçados e couro.
Bahia defende negociação
O Governo da Bahia e a FIEB manifestaram apoio às negociações conduzidas pelo Governo Federal e defenderam a reinclusão da celulose solúvel na lista de isenções, além da inclusão de pneumáticos e produtos químicos e petroquímicos do Polo de Camaçari nas próximas rodadas de negociação.
Na nota, as entidades também pedem que empresas afetadas informem os impactos das tarifas sobre contratos, produção e empregos, para subsidiar as negociações e fortalecer a defesa da indústria baiana.