Uma pesquisa recente, feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), indica que a Bahia é o sétimo estado menos seguro para motoristas. O estudo, chamado Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança (IRIS), avaliou 26 estados e o Distrito Federal. Com uma nota de 1,792 em uma escala de zero a dez, o estado baiano está na lista dos mais perigosos para se dirigir.
O estudo IRIS é uma análise comentada, com base nos pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). A metodologia se baseia em dados oficiais, como o Registro Nacional de Estatísticas de Trânsito (Renaest), Datasus, Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e a Polícia Rodoviária Federal.
A análise classificatória e comparativa, avalia critérios como:
- Gestão da segurança no trânsito: a pesquisa aponta que a falta de integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT) e a desatualização de dados nos órgãos de trânsito prejudicam a elaboração de diagnósticos confiáveis.
- Educação para o trânsito: Pilar que avalia a capacitação de professores e a presença da educação para o trânsito no currículo escolar.
- Normatização e fiscalização: Analisa a transparência das informações disponíveis nos portais dos Detrans estaduais. Segundo o documento, estados com baixos índices, como a Bahia, podem estar enfrentando déficit de fiscalização, e não necessariamente melhores comportamentos no trânsito.
- Vias seguras: Pilar que avalia a classificação da qualidade do pavimento, sinalização e conservação das rodovias. O Amazonas registrou as piores notas em infraestrutura.
- Segurança veicular: Analisa a fiscalização do estado geral dos veículos.
- Atendimento às vítimas: Avalia a capacidade de resposta e a estrutura para o atendimento às vítimas de acidentes.
O Distrito Federal liderou a avaliação de segurança e fiscalização. Estados como Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo também se destacaram com altos índices de segurança e transparência em seus portais. Por outro lado, portais de estados como Piauí, Pará e Roraima não disponibilizam informações básicas de gestão.