A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou nesta sexta-feira (20) que sete casos suspeitos de Mpox foram notificados no estado em 2026. Após a conclusão das análises laboratoriais e da investigação epidemiológica, cinco foram descartados, um foi reclassificado como varicela e um é considerado caso importado.
De acordo com a pasta, o caso de uma mulher atendida em Vitória da Conquista, inicialmente tratado como suspeito de Mpox, teve diagnóstico confirmado para varicela após exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen-BA). O registro foi atualizado nos sistemas oficiais conforme os critérios vigentes.
Já o caso envolvendo um homem oriundo de Osasco (SP) está sendo tratado como importado. Segundo a secretaria, o paciente chegou à Bahia já com sintomas e apontou São Paulo como provável local de infecção. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) Bahia solicitou ao Ministério da Saúde a retificação da notificação para o estado paulista, mantendo na Bahia apenas o registro do atendimento realizado em Salvador.
Com a atualização, a consolidação dos sete casos notificados neste ano aponta cinco descartados por resultado laboratorial negativo, um reclassificado para varicela e um caso importado de Mpox, com ajuste de notificação em andamento. Até o momento, não há registro de óbito pela doença no estado.
Na quinta-feira (19), a secretaria havia informado a confirmação de dois casos de Mpox na Bahia, sendo um em Vitória da Conquista e outro de um paciente residente em Osasco, mas atendido em Salvador. À época, dois casos suspeitos permaneciam sob investigação.
Anteriormente chamada de varíola dos macacos, a Mpox é uma infecção viral causada pelo vírus monkeypox (MPXV), do mesmo grupo da varíola humana. Entre os principais sintomas estão lesões cutâneas, febre, dores musculares, calafrios e fraqueza. A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com suspeita da doença procurem uma unidade de saúde para avaliação.