O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos desde que passou a cumprir prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como Papudinha. O número representa uma média de três consultas por dia no período analisado.
Os dados foram tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na segunda-feira (2), ao rejeitar um novo pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse a pena em regime domiciliar. As informações constam em relatório elaborado pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar, que detalha a rotina do ex-presidente entre 15 de janeiro e 27 de fevereiro.
Na decisão, Moraes afirmou que a custódia tem assegurado “plena garantia da dignidade da pessoa humana”, citando a oferta de acompanhamento médico contínuo, sessões de fisioterapia, prática de atividades físicas, assistência religiosa e visitas frequentes de familiares, incluindo esposa, filhos, filha e enteada, além de encontros com advogados e outras pessoas autorizadas.
O documento também aponta que Bolsonaro recebeu 36 visitas no período, realizou 33 sessões de caminhada e se reuniu com seus advogados em 29 ocasiões. Ainda conforme o relatório, ele participou de 13 sessões de fisioterapia e teve acesso a atendimento de capelania em quatro dias diferentes.