O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realizará uma reunião de emergência nesta segunda-feira (12) para discutir a escalada do conflito na Ucrânia. A convocação ocorre após um ataque da Rússia à capital ucraniana, Kiev, na sexta-feira (9), com o uso do sistema de mísseis supersônicos Oreshnik, que tem capacidade nuclear.
Segundo autoridades ucranianas, os ataques deixaram ao menos quatro mortos e 22 feridos. A força aérea da Ucrânia informou que a ofensiva envolveu o lançamento de 36 mísseis e 242 drones, tendo como alvo principal a infraestrutura energética que sustenta o complexo militar-industrial e instalações de fabricação de drones. Após o ataque, o embaixador da Ucrânia na ONU, Andriy Melnyk, enviou uma carta ao Conselho classificando a ofensiva como um novo patamar de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ao atingir civis e infraestrutura civil.
A Rússia afirmou que a ação foi uma resposta a uma suposta tentativa ucraniana de ataque à residência do presidente Vladimir Putin em dezembro de 2025, acusação negada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que classificou a versão como falsa. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o uso do Oreshnik próximo às fronteiras da União Europeia e da OTAN representa uma grave ameaça à segurança do continente. Segundo ele, os Estados Unidos e países europeus já estão sendo informados sobre os detalhes do ataque, com apelos para aumento da pressão internacional sobre Moscou.
O Oreshnik é um míssil balístico de alcance intermediário, capaz de atingir longas distâncias em velocidade hipersônica e transportar múltiplas ogivas. O sistema entrou oficialmente em operação no fim de 2025 e é considerado de difícil interceptação por especialistas em defesa.