O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (10), pela terceira reunião consecutiva. A decisão, unânime entre os nove diretores, já era amplamente esperada pelo mercado.
O Banco Central elevou os juros para o atual patamar em julho e, desde então, optou por mantê-los. Agora, agentes financeiros projetam o início da redução no primeiro trimestre de 2026, possivelmente nas reuniões de janeiro ou março, apoiados em dados macroeconômicos recentes que reforçam espaço para cortes.
Nesta quarta, também foi divulgado que o IPCA avançou 0,18% em novembro, ligeiramente abaixo da projeção de 0,2%. A inflação acumulada chegou a 4,46%, retornando ao intervalo da meta do BC, que é de 3%, com teto de 4,5%.
Apesar da expectativa de queda da Selic no início de 2026, economistas consultados pelo boletim Focus avaliam que o ciclo de cortes pode terminar antes do previsto. A projeção da taxa básica para o fim de 2026 subiu de 12% para 12,25%.
As estimativas para a inflação seguem dentro da meta: o IPCA projetado para 2025 caiu de 4,43% para 4,40%, e para 2026 deve encerrar em 4,16%. A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 27 e 28 de janeiro.