Um dos principais fenômenos astronômicos de 2026 acontece nesta quarta-feira (12): um eclipse solar total poderá ser observado em uma faixa que passa pela Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena região de Portugal.
Segundo estimativa do site especializado Time and Date, cerca de 15,2 milhões de pessoas vivem dentro da faixa em que o Sol será completamente encoberto pela Lua. Considerando também as regiões onde o eclipse será parcial, o número chega a aproximadamente 980 milhões de pessoas, equivalente a 12% da população mundial.
No Brasil, entretanto, o fenômeno não poderá ser observado, nem mesmo de forma parcial.
O eclipse terá início às 12h34, pelo horário de Brasília, quando a Lua começará a encobrir o Sol no primeiro ponto da Terra alcançado pela sombra.
A fase de totalidade, quando o disco solar ficará completamente escondido, começará às 13h58. Já o momento máximo do fenômeno está previsto para 14h46.
Esses horários representam a evolução do eclipse em diferentes pontos do planeta. Em cada localidade, a duração e o momento de cada etapa serão diferentes.
A fase total terá duração máxima estimada em 2 minutos e 18 segundos, podendo ser ainda mais curta dependendo do ponto de observação.
A chamada faixa de totalidade atravessará regiões da Groenlândia e da Islândia, chegando posteriormente à Europa continental. A Espanha será um dos principais locais para acompanhar o eclipse.
Em outras áreas da Europa, além do norte da África e de partes da América do Norte, o fenômeno poderá ser observado apenas parcialmente.
Na Espanha, há ainda uma particularidade: em diversas regiões, a totalidade ocorrerá com o Sol próximo ao horizonte, o que exigirá um local com visão livre na direção do pôr do sol.
O eclipse solar acontece quando a Lua fica posicionada entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre o planeta.
Quando a Lua cobre completamente o disco solar, ocorre o eclipse total. Esse alinhamento permite observar, durante os poucos minutos de totalidade, a coroa solar, camada mais externa da atmosfera do Sol.
Apesar de o Sol ser muito maior que a Lua, os dois parecem ter tamanhos semelhantes quando observados da Terra. Isso ocorre porque o Sol também está muito mais distante do nosso planeta.
Embora o eclipse não seja visível em território brasileiro, será possível acompanhar o fenômeno por transmissões ao vivo.
A NASA e o Observatório Nacional (ON) farão transmissões com imagens de diferentes pontos da trajetória do eclipse e comentários de especialistas.
Para quem estiver nas regiões onde o fenômeno poderá ser observado, é necessário tomar cuidados para proteger os olhos. Não é seguro olhar diretamente para o Sol sem equipamentos apropriados.
Óculos comuns, câmeras, binóculos e telescópios sem filtros solares específicos não oferecem proteção adequada durante a observação das fases parciais.
Mesmo para quem estiver dentro da faixa de totalidade, o período em que o Sol ficará completamente encoberto será bastante curto.
A previsão é de que o máximo dure 2 minutos e 18 segundos, embora a duração varie conforme a localização. Quanto mais próximo do centro da faixa de totalidade estiver o observador, maior tende a ser o tempo de cobertura completa.
As condições meteorológicas também serão determinantes. A presença de nuvens pode dificultar ou até impedir a visualização do fenômeno.
Com a passagem da Lua entre o Sol e a Terra, o eclipse desta quarta-feira deve proporcionar um espetáculo astronômico para milhões de pessoas em diferentes partes do mundo, enquanto o público brasileiro terá que acompanhar o fenômeno por transmissões online.