Nos primeiros dias de 2025, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) já contabiliza mais de 40 reclamações registradas no Procon-BA.
A principal queixa dos consumidores envolve a falta de água, especialmente em áreas turísticas do Litoral Norte, onde há relatos de desabastecimento que se estende por até 23 dias, como em Feira de Santana.
Embora a própria Embasa tenha reconhecido quatro queixas por falta de água, especialistas sugerem que o número real pode ser ainda maior, devido à subnotificação de problemas enfrentados pelos clientes.
De acordo com dados da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA), as reclamações contra a Embasa têm se tornado recorrentes, com uma média de cinco queixas por dia.
Em 2023, o número total de queixas contra a empresa subiu para 2.552, um aumento significativo de 82% em relação a 2020, quando foram registradas 1.398 reclamações.
Para a Embasa, a comparação com 2020 é atípica, uma vez que o ano foi marcado pelas restrições da pandemia de COVID-19, o que teria impactado o fluxo de reclamações.
Apesar da alta nos números de queixas, a Embasa afirmou que apenas 45 das reclamações de 2023 foram classificadas como “fundamentadas” pelo Procon, ou seja, confirmadas após análise.
A empresa ainda alegou que está trabalhando para solucionar os problemas de abastecimento, embora os consumidores sigam insatisfeitos.
A situação expõe não só a sobrecarga dos serviços prestados pela Embasa, mas também a necessidade de uma revisão nos protocolos de comunicação e atendimento aos usuários, que frequentemente enfrentam a escassez de água como um problema persistente.
Em um estado com grande vocação turística, como a Bahia, a falta de um serviço básico como o abastecimento de água afeta diretamente tanto os moradores quanto os visitantes, gerando frustração.